Exponha-se!
Ontem, quando estava indo para a aula do Educador DeRose, peguei carona com uma amiga e que é também Instrutora do Método DeRose, Leilane, ela trabalha na Unidade Anália Franco.
Papo vai, papo vem, entramos no assunto exposição em público e logicamente veio a questão da demonstração de coreografias.
A Leilane está em vias de se tornar demonstradora e estava me falando que não sente nenhum constragimento em conversar, rir, contar piadas entre amigos, porém, quando está diante de um público e é o centro das atenções, a coisa muda totalmente de figura. Para quem conhece a Leilane, que é super querida com todos, carismática e falante, tem dificuldades de imaginar que até ela tem este receio de se expor.
Foi aí que conversando com ela, me lembrei de quando ainda era aluna e estava me preparando para a prova que faria na Federação do Método DeRose do Estado de São Paulo, para abrir o meu certificado de Instrutora Assistente. Isto aconteceu há 7 anos. Mesmo já tendo experiência com palco, eu tinha um grande pavor em demonstrar, pois o paradigma do ballet é diferente do nosso. Por exemplo: no ballet, somente a melhor bailarina daquele grupo, apresenta um solo. Já no nosso Método, você começa apresentando sozinho. No ballet, você passa uns bons anos se preparando para este momento. Muitas vezes a bailarina passa anos tentando provar que é capaz de fazer um bom solo e quando eu cheguei no Método, foi apavorante ter que me apresentar sozinha, com tão pouco tempo de experiência. Isso não quer dizer que o Método é menos exigente do que uma escola de Ballet, são apenas pontos de vistas diferentes de como treinar os praticantes.
Para mim, apesar de ter sido um grande desafio, percebi que evolui muito rápido na habilidade de me apresentar sozinha e isto me fez ganhar uma grande auto-cofiança que demoraria muitos anos para conquistar se fosse no ballet. Quantas vezes eu já ouvi alunos meus dizendo que depois de demonstrar coreografia sozinhos, nas nossas atividades culturais, sentiram um grande avanço no seu trabalho, pois agora se sentiam mais confiantes nos seus trabalhos, quando íam apresentar algum projeto ou mesmo uma palestra.
Daí vem a pergunta:
O que tem a ver palestras e apresentações de projetos com demonstrar coreografias do Método nas nossas escolas?
Este é o impacto que o Método tem na vida dos nossos alunos. Você nunca sabe qual técnica ou ferramenta vai atuar de forma efetiva na vida deles. Não vou garantir que se você for um ótimo demonstrador de coreografias, conseguirá ser um ótimo palestrante, até porque cada uma dessas funções exige um treinamento diferente e também um bom tempo de dedicação. Mas só posso dizer que já ouvi relatos de vários alunos que sentiram diferença.
Veja só como uma simples conversa, desinteressada com uma amiga querida, pode resultar em várias reflexões e aprendizados. Senti vontade de compartilhar com vocês um pouquinho do que foi a conversa. Eu digo um pouco, porque se eu fosse contar tudo o que falamos, eu iria escrever mais um capítulo do meu livro. Talvez, ninguém tivesse tempo para chegar até o final. Então, mensagem dada. O segredo é:
Exponha-se;
Demonstre coreografia;
Você nem imagina a quantidade de coisas boas que podem vir desse simples ato, mas apesar de simples, requer muita coragem!
Tenham todos os alunos, instrutores e demonstradores que frequentemente exercem este treinamento de coragem e força de vontade.
“Exposição só é difícil quando não se domina o assunto. O melhor remédio para isso é o treinamento”.


